quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Grandes esperanças

Olá, torcedor. Tem alguém aí? Dê um sinal, se puder me ouvir. Soube que você está se sentindo deprimido, preocupado. Relaxe.

Sim, é verdade que nos céus azuis, os albatrozes sobrevoam, parados no ar. Céus azuis da dor que trazem ecos de um tempo desconhecido, rastejando assustadoramente pelos gramados. Ecos de um labirinto profundo, em busca da direção da luz.

Nossos heróis dos gramados são atordoados por fantasmas. O soar do sino da segunda divisão começou. Antes, a grama era mais verde, as luzes eram mais brilhantes e o gosto das vitórias era constante.

Vitória que martela as mentes dos jogadores, como quem diz, ao mesmo tempo “Preciso da vitória”, e “Você sabe que você simplesmente não pode vencer”. São as advertências aparecendo aos jogadores, gritando por todos os lados.

O ano está ficando mais curto, o campeonato também, e o Cruzeiro parece não ter mais tempo para reação. Ano que se foi com planos que não deram em nada ou em, no máximo, meia página de linhas rabiscadas.

Que não podem se transformar em uma queda em espiral para o buraco da Série B, que carrega um cheiro de uma enorme angústia.

Mas mesmo esses rostos cansados ainda possuem a simpatia do torcedor. Eles já viram essa esperança antes. Uma luta entre o azul que todos uma vez conheceram. Hoje, um menino ganhador e perdedor. Um mineiro da verdade e da ilusão, surpreendido pelo fogo cruzado.

O torcedor deseja que esses bons tempos possam ser resgatados pela equipe. Sim, ela poderia trazer isso de volta. Os dias mais felizes de nossas vidas. Nós e eles. Afinal, somos todos homens comuns.

Respire, Cruzeiro. Respire o ar. Não tenha medo de se preocupar. Procure ao redor e encontres seu próprio chão. Tire o lunático do gramado.

Que você, Cruzeiro, volte a brilhar como o sol e siga em busca da glória. Que você, Cruzeiro, deixe de ser alvo de risos distantes e volte a ser a lenda, o diamante louco e brilhe! E que grite bem alto: “Adeus mundo cruel do rebaixamento. Estou lhe deixando hoje. Adeus.”

Para sempre e sempre.

* Com citações e reflexões inspiradas pelas obras imortais do Pink Floyd.
** Texto dedicado aos mestres Bruno Rossano, Gabriel Souza Cunha e Beto Baeta, e a Júlia Calácio, jovem talentosa que faz muito “experiente” se enforcar na corda do caranguejo.

Cheers!

Fabinho Cunha

Cada vez pior

Repetitivo é pouco. Falar do Galo e sua má fase tem se tornado crônico. O pior é que, a cada partida, a situação fica cada vez mais complicada e a chance de rebaixamento se torna ainda maior.

Uma vitória convincente sobre o Santos, a torcida se empolga, acha – mais uma vez – que agora o Atlético sai do fundo do poço. Na rodada seguinte, voltamos à dura realidade: o time deixa o campo derrotado e desperdiça mais uma oportunidade de sair da zona de rebaixamento. Domingo passado, em São Januário, 2 a 0 para o Vasco, fora o baile.

Perdemos fora de casa, com a equipe completamente desfalcada e para um clube que disputa a primeira colocação do Campeonato Brasileiro. Situação que poderia ser, até certo ponto, aceitável, caso o Galo não necessitasse tanto dos pontos de cada jogo nesta reta final da competição.

As projeções matemáticas apontam que são necessários 44 pontos para uma equipe escapar do descenso. O Galo tem 30 até agora e 24 pontos em disputa até o final. Oito jogos. Cinco vitórias para permanecer na série A. O risco de rebaixamento é de 53%.

Nossa via crucis até a salvação passa pelo Fluminense no Engenhão, Palmeiras e Grêmio em casa; Figueirense, no Orlando Scarpelli; Coritiba, na Arena do Jacaré; Corinthians – lutando pelo título – no Pacaembu; Botafogo e Cruzeiro (com a torcida deles) em Sete Lagoas.

De todos, creio que os três últimos adversários deverão ser os mais complicados, já que almejam algo na competição.

Os demais, obviamente, pela tradição e até pela qualidade, exigirão muito do time de Cuca, que tem mostrado raça, mas falta aquele “algo mais” para somar os pontinhos que nos trarão o alívio da sonhada permanência na primeira divisão.

Tem muita equipe fazendo um esforço danado para ir para a segundona. Nossos rivais estrelados são um grande exemplo. Apesar de manchar ainda mais a imagem do futebol mineiro, pela situação de seus representantes no Brasileirão, sair da zona da degola e passar a vaga ao pessoal da estrela Mimosa, seria para lavar a alma. É se contentar com muito pouco, mas se podemos nos salvar e complicar um adversário, por que não fazê-lo?

Antes de encerrar, deixo meu abraço ao celeste Serginho, pai da amiga e repórter competente do CCO Nayara Vieira, que, apesar de torcer pelo time azul, é leitor assíduo do lado alvinegro da Rodada da Semana.

Saudações alvinegras!

Renata Silva

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Competência e ambição

Gilvan de Pinho Tavares venceu a eleição para a presidência do Cruzeiro. De goleada, por 391 votos a 48 do radialista Alberto Rodrigues. As primeiras palavras que pude acompanhar do presidente eleito foram dadas na última terça-feira, no programa Bate Bola, da ESPN. Gilvan já tem pela frente o desafio de ajudar a Raposa a sair desse pesadelo do rebaixamento e se disse pronto para “arregaçar as mangas”.

Para justificar a fase ruim da equipe, o novo presidente citou o número de jogadores contundidos e a falta do Mineirão, problemas que, sabiamente rebatido pelo gênio Paulo Cesar Vasconcelos, não terão solução agora. “O Cruzeiro terá que lutar contra essas dificuldades para escapar do rebaixamento”, disse PVC.

O mestre PVC, que, em seguida, questionou se o mandato de Gilvan será o “continuísmo” da era Perrella. A explicação do presidente foi baseada no tempo em que ele está no Cruzeiro. Conhece bem o clube pelos bastidores. Ótimo. Mas não é o suficiente. Faltou aqui uma colocação mais ambiciosa, que desse mais segurança ao torcedor cruzeirense.

O lado bom, observado pelo implacável Mauro Cezar Pereira, é que Gilvan Tavares terá tempo disponível para se dedicar ao Cruzeiro. Uma “dedicação exclusiva”, prometida pelo próprio presidente. Resta torcer para que essa dedicação realmente aconteça. O que não será o suficiente. Ele precisará de muita competência para dirigir esse grande clube. Gilvan parece estar bem preparado para tal, tem confiança dos conselheiros e declarou mudanças. Que sejam para o bem.

Mudanças que se, por exemplo, acontecerem nas divisões de base, a torcida agradecerá e muito. O Cruzeiro parou de revelar jogadores há muito tempo. Mas muito mesmo. E Gilvan parece que tem ciência desse problema e trabalhará muito, segundo ele, com Emerson Ávila, com o intuito de voltar a revelar estrelas da base.

Por fim, a colocação de Lúcio de Castro sobre os dois lados da Raposa: a inegável lista de belas conquistas e títulos e a situação do clube como “banco de negócios”, marcada pelas inúmeras vendas de jogadores. Gilvan citou os prejuízos que o Cruzeiro teve com a falta de um estádio e, consequentemente, com a queda do sócio do futebol. Além das cotas de televisão e patrocínio, com valores menores de clubes do eixo Rio-São Paulo. Vale a resposta, como deve valer muito a solução.

Gilvan Tavares se mostrou com os pés no chão e, ao mesmo tempo, aparentemente disposto a mudar muita coisa. Mais do que isso, a torcida exige trabalho, dedicação e conhecimento para colocar o Cruzeiro de volta ao caminho de glórias. Sorte ao novo presidente e que ele tenha competência de sobra e ambição suficiente nas decisões.

Cheers!

Fabinho Cunha

Uma década e muita diferença

Hoje completa-se 10 anos do melhor clássico mineiro que presenciei. E não foi uma goleada do Galo. Foi um empate. No Mineirão, um público de 88 mil pessoas. Uma década depois, a realidade é bem diferente.

Velloso; Baiano, Marcelo Djian, Álvaro e Ronildo; Gilberto Silva, Djair, Valdo e Ramon; Guilherme e Marques. Técnico: Levir Culpi.

Era essa a escalação do então líder incontestável do Campeonato Brasileiro há exatos 10 anos. Dos onze titulares, nada menos que dez tinham em seu currículo passagens pela Seleção Brasileira.

Eram os tempos em que o Brasileirão tinha 28 participantes e era disputado em turno único, com mata-mata em sua fase final.

Dia 06 de outubro de 2001, domingo. No Mineirão, um público presente de 87.781 torcedores. O Atlético chegava à marca de 10 milhões de torcedores em seus jogos em casa na história do Campeonato Brasileiro e tinha pela frente o time azul, que, assim como hoje, passava por uma crise sem precedentes e beirava a zona de rebaixamento. O meia Alex, em sua primeira passagem pelo clube, era um verdadeiro fiasco.

Como de costume, em clássicos normalmente que não está bem na competição, se supera. E foi o que aconteceu.

O Galo, que atropelava os adversários sem tomar conhecimento, comandado por Marques, em sua melhor fase com a camisa alvinegra, acabou vítima do seu rival. Alex balançou as redes aos 11 minutos e aos 33, de pênalti, na etapa complementar. Quando a derrota parecia certa, a reação veio. Empurrado pela Massa, o Glorioso diminuiu aos 42, com Ramon cobrando falta. Aos 44, Marques deixou tudo igual e o Gigante da Pampulha quase veio abaixo, com a festa da torcida atleticana, maioria esmagadora nas arquibancadas.

O Atlético chegou às semifinais do Brasileirão naquele ano – a última grande campanha do time na competição. Acabou eliminado pelo São Caetano e pela chuva. Ainda assim, aquele time de vitórias epopéicas, deixou grandes lembranças.

Rememorando aqueles momentos, parece ter passado bem mais que 10 anos. Muita coisa mudou. O cenário, os personagens e, principalmente, os times.

O Mineirão jamais será o mesmo, arquibancadas de cimento e quase 90 mil pessoas. O time estrelado parece igual: a falta de qualidade é semelhante. E o Galo? Voltará a ser um time de craques e resultados empolgantes?

Saudações alvinegras!

Renata Silva

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Apresentado, Vágner Mancini acredita no sucesso de seu trabalho no Cruzeiro

O Cruzeiro apresentou, na terça-feira, pela manhã, o novo técnico que comandará a equipe cinco estrelas no restante do Campeonato Brasileiro. Vágner Mancini chegou à Toca da Raposa II no início do dia e teve seu primeiro contato com o elenco celeste antes e durante o treino. Após as atividades, o treinador foi apresentado à imprensa e concedeu sua primeira entrevista à frente da Raposa.

Vágner Mancini falou da alegria em trabalhar no Melhor Clube Brasileiro do Século XX. Sobre a situação incômoda na qual o time azul e branco se encontra na tabela do Campeonato Brasileiro, o novo comandante disse que está motivado para trazer o Cruzeiro de volta ao caminho de vitórias.

“Estou muito feliz e satisfeito com o convite. Sei que não foi fácil chegar até o Cruzeiro, tive que enfrentar dificuldades em sete anos de carreira como técnico. Fui atleta por 18 anos, então estou no futebol a pelo menos 25 anos e sei como funcionam as coisas. É muito importante você ter a consciência de tudo que você está fazendo e do clube que está dirigindo. O Cruzeiro é muito grande para estar numa situação dessa e alguma coisa precisa ser acertada. Vamos tentar, junto com todos os que fazem parte do clube, na base do diálogo, tomando decisões e tendo comando da situação, mas escutando a todos, porque assim fica mais fácil você recolocar o time no caminho que deveria estar”, afirmou.

No primeiro contato que o técnico teve com o elenco cinco estrelas, ele sentiu que o grupo está fechado e muito disposto a levar o time celeste a uma posição melhor no Brasileirão. Vágner Mancini destacou que o desejo de evolução foi mútuo, e um fator que ajudará no trabalho do treinador é que ele conhece os atletas.

O novo treinador da Raposa analisou o momento que o time atravessa no Campeonato Brasileiro e ressaltou que ela é oposta ao que o clube está acostumado. Entretanto, Vágner Mancini assegurou que a equipe estrelada tem muitas possibilidades de evoluir na competição, fator que o atraiu ao clube celeste. O técnico fez coro ao discurso de Dimas Fonseca, no tocante aos objetivos do time.

“O Cruzeiro vive uma situação atípica em relação à última década. Sempre vimos o time disputando títulos e agora está numa situação que é desconfortável. Nós sabemos disso. Não era para estar assim, mas o futebol está tão equilibrado que qualquer detalhe é relevante para qualquer circunstância. Sei bem que o time tem amplas chances de sair dessa posição incômoda. Estou ciente disso, tivemos um papo muito franco com a diretoria e a minha vinda para cá está baseada naquilo que o Cruzeiro pode oferecer e tenho certeza que temos totais condições de melhorar a campanha. Não estamos falando de rebaixamento, queremos melhorar a campanha e chegar no final do ano com saldo positivo”, concluiu.

Do Site Oficial do Cruzeiro.

Cômico, se não fosse trágico

O ano de 2011 pode marcar a temporada em que os times mineiros complicam-se juntos no Brasileirão. A situação dos três é cada vez mais grave. Mais do que as tradicionais provocações, as torcidas estão pagando para ver quem se salva da degola.

Seria cômico, se não fosse trágico. Dos três times mineiros que disputam a série A do Campeonato Brasileiro em 2011, dois estão na zona de rebaixamento e um está fazendo um esforço absurdo para lá chegar.

Acompanho o Brasileirão desde o ano 2000 e jamais imaginei que viveríamos uma situação dessas. Já presenciei momentos em que o Galo e o time azul disputavam posições entre os primeiros colocados. O América, quando esteve na primeira divisão, sempre lutando para não cair, é fato. Mas os três, ao mesmo tempo, passando por este sufoco, é inédito. E nem o mais pessimistas dos torcedores poderia imaginar algo assim.

Seria culpa da ausência do Mineirão? Talvez. Mas há muitos outros fatores preponderantes para a fase negra do futebol de Minas Gerais.

O time azul, pelo pouco que posso ver, virou a casa da mãe Joana. Manda quem quer, obedece quem tem juízo. A diretoria ‘perfeita’, especialista em contratar craques, em converter jovens talentos em milhões de euros, desmoronou às vésperas de mais uma eleição. A equipe só não está na zona vermelha da tabela por pura sorte. Pela combinação de resultados dos seus adversários diretos. Não se sabe até quando, mas aposto que antes do se espera, o pessoal da estrela Mimosa vai bater cartão entre os quatro candidatos ao descenso.

Já o América, coitado, luta. Na minha opinião, entre as três equipes de Minas, é a que mais tem cara de time mesmo. Tem bons jogadores, esquema, um treinador que conhece o grupo. O Coelho joga bem, dá aperto nos adversário, até sai na frente no placar, mas por uma força oculta, acaba deixando o campo derrotado. Justamente por isso, ocupa a lanterna do Brasileirão há várias rodadas, está praticamente rebaixado e deverá disputar mais uma vez a série B no ano que vem.

O Galo? Ah, o Galo... O mesmo problema de sempre: inconstância, falta de planejamento. Não consegue vencer em seqüência, o técnico dificilmente consegue repetir a escalação, jogadores chegam, jogadores saem no meio da competição, a torcida xinga, protesta, mas está lá, cada vez mais fiel. Ficaria horas citando cada fator que faz o Glorioso reincidir nas falhas e marcar presença nas posições desconfortáveis da tabela de classificação do nacional.

O tempo urge. São apenas mais 12 jogos e muito trabalho pela frente. O clássico da última rodada toma contornos decisivamente dramáticos. Quem vai escapar? Espero que o Galo. Mas pela imprevisibilidade, vamos esperar para conferir.

Saudações alvinegras!

Renata Silva

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Para Bobô, jogadores estão unidos e cientes da situação do Cruzeiro

Atacante garante que, com muito trabalho e dedicação, equipe vai conseguir os resultados positivos e afirma: "Ninguém aqui está sonhando com título"

O atacante Bobô teve mais uma chance com a camisa do Cruzeiro na partida dessa quarta-feira contra o Coritiba, no Couto Pereira, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogador foi vaiado pela torcida no clássico com o América-MG, no domingo passado, por perder uma chance de marcar. Bobô entende a insatisfação da torcida com a situação do Cruzeiro.

- Torcida de clube grande não tem paciência. Não importa se você treinou uma semana ou três meses, se você está dentro de campo, a torcida quer que você resolva. E isso não é só aqui, é em qualquer lugar.

O atacante justifica que é difícil jogar centralizado sem um companheiro que chegue pela lateral do campo.

- Sinto, principalmente quem joga mais centralizado, a falta de um jogador mais rápido pelas beiradas, coisa que o Montillo e o Ortigoza tentam fazer. Eu, que jogo na área, estou sentindo muito a falta disso mesmo.

O Cruzeiro estava, até o início da rodada deste meio de semana, na 14ª colocação, com 29 pontos, a cinco do Atlético-MG – o primeiro time na zona de rebaixamento, também desconsiderando os resultados dos jogos dessa quarta-feira.

Para Bobô, a equipe celeste tem que estar unida nesse momento difícil. Ele garante que o time não está dividido.

- O momento que o clube vive, perto do Z-4 é um momento difícil. Todos os jogadores têm que estar cientes do perigo que o clube está correndo e temos que sair dessa situação. A imprensa fala que o grupo está rachado, que tem muito disse-me-disse dentro do elenco, mas dentro do clube está todo mundo junto. Cheguei agora e não vi nada rachado e nem grupinho. Como os resultados não estão aparecendo se fala muito isso.

Para o atacante, a solução do problema cruzeirense é trabalho.

- Trabalho, só se resolve assim, com dedicação. Tivemos uma conversa e todos estão cientes. O que acontece é que os resultados não estão vindo. Ninguém aqui está sonhando com título.

Com informações do Globoesporte.com

Maluf mantém otimismo: 'acho que não vamos ter o sofrimento do ano passado'

Em 2010, Galo se livrou do rebaixamento faltando uma rodada para o fim do campeonato

Passadas 25 rodadas, o Atlético ainda não conseguiu engrenar no Campeonato Brasileiro. Com apenas 24 pontos somados, sem consideramos os resultados da rodada deste meio de semana, o time está na zona de rebaixamento. Apesar da situação ser delicada, o diretor de futebol Eduardo Maluf está confiante de que o time terá um final de campeonato tranqüilo. “O campeonato está muito disputado. Acho que nós não vamos ter o sofrimento que tivemos ano passado”. Na temporada passada, o Galo ficou quase todo o Brasileiro brigando para não cair. A salvação veio faltando uma rodada para o término da competição.

Para Maluf, o grande segredo do Brasileiro é vencer todos os jogos disputados em seus domínios. E, no returno, o Galo vem conseguindo fazer o dever de casa. Venceu o Avaí e o Bahia, ambos por 2 a 0.
“O mandante prevalece muito no Brasileiro. Você tem que fazer os resultados em casa. O nosso time já mostra, faltando 13 rodadas, que vai ter condição de sair tranqüilo disso”, finalizou Maluf.

Por perder voo a Goiânia, Richarlyson é multado

O volante Richarlyson, que perdeu o vôo para Goiânia na última sexta-feira, pois se apresentou sem documento de identidade, foi punido pela diretoria do Atlético. O atleta teve que pagar uma multa ao clube. O valor, entretanto, não foi divulgado.

O jogador não embarcou para Goiânia com a delegação do Galo na quinta-feira, pois era padrinho de casamento do goleiro Renan Ribeiro e foi liberado para viajar apenas na sexta.

Richarlyson, entretanto, se apresentou sem o documento de identidade. Com isso, foi impedido de embarcar. O volante, então, só viajou à noite, perdendo o último treino visando ao jogo com o Atlético-GO.

Apesar de Cuca garantir que não foi uma punição, o volante foi sacado do time titular e deu vaga a Bernard. Porém, a medida durou pouco tempo, já que Neto Berola se contundiu e Richarlyson entrou na partida. Nessa segunda-feira, a diretoria achou por bem, cobrar uma multa pela desatenção do jogador.

Com informações do site Superesportes.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A prioridade é vencer

Nas últimas rodadas, parece que as atenções do Cruzeiro deixaram de focar os resultados positivos e se direcionaram a fatores externos que pouco – ou nada – ajudam quem pretende ocupar posições melhores na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro.

Chego a pensar em alienação, mas a palavra exata não é essa. É omissão mesmo. Dos jogadores e, principalmente, da diretoria. O presidente Zezé Perrella simplesmente desapareceu. Aliás, apareceu recentemente em uma entrevista totalmente dispensável. Ao invés de pensar em mudar de nome caso o Cruzeiro seja rebaixado, você deveria se ocupar em trabalhar para evitar uma tragédia desse tipo, Zezé.

Para os jogadores, tudo tem sido motivo para discórdia, reclamação. Menos para jogar um bom futebol. O time acaba prejudicado por nunca jogar efetivamente em casa, Roger? Sim. As seguidas viagens são desgastantes até certo ponto. Estatisticamente, a perda do Mineirão fez com que as campanhas dos clubes mineiros não fossem as melhores. Mas nada há para ser feito, a não ser esperar que o Independência fique pronto.

Gilberto aposenta, volta. Aposenta e volta de novo. Joga mal. Joga mal. Joga razoavelmente. Bem mesmo, é raro. Definitivamente, mais fala do que joga. É muito mais material de mídia do que um dos onze guerreiros que deveriam entrar em campo a cada partida. Cutuca Roger, bate boca com a torcida. Futebol que é bom, nada.

Que Neymar é cai-cai, todos sabemos. Não precisa que Fabrício venha a público falar. Tudo bem que os árbitros sejam levados pelas simulações, marquem faltas e dêem cartões nos lances com o atacante santista. Mas não foi em uma situação dessa que o gol da derrota da rodada passada do Brasileirão saísse. Nem é culpa de Neymar se Montillo desperdiçou um pênalti.

Falta ao Cruzeiro definir prioridades. E a primeira, é vencer o próximo jogo. Um clássico contra o lanterna, mas complicado América. Os fatores externos não podem pesar dentro das quatro linhas. E, mais do que ao técnico Emerson Ávila, cabe ao grupo celeste trabalhar para corrigir essa falha grave. O que interessa são os três pontos e a ascensão na tabela. E ponto final.

Cheers!

Fabinho Cunha

Reação alvinegra

O returno do Campeonato Brasileiro parece dar uma nova perspectiva à Massa. Se o futebol do Galo ainda não é o melhor, a velha raça alvinegra está de volta.

Bastou a virada do turno do Campeonato Brasileiro para que o Galo mostrasse sinais de reação na competição. Não se sabe se realmente motivado pela chance de um ‘reinício’ – tardio, diga-se de passagem – no torneio ou se pela derrota no clássico contra o time azul.

Até agora, em 12 pontos disputados, conquistamos nove, o que não deixa de ser um bom aproveitamento se considerarmos que a única derrota foi para o São Paulo, dentro do Morumbi lotado. Obtivemos vitórias importantes sobre adversários diretos na luta contra o rebaixamento: Atlético PR, Avaí e Bahia.

Cuca, com a vibração necessária para comandar o esquadrão alvinegro, vai acertando o time aos poucos, passando por cima de contusões, suspensões e buscando a coerência inexistente nos tempos de Dorival Júnior.

Algumas peças parecem destoar da raça que o time vem mostrando nas últimas rodadas. Guilherme é um claro exemplo disso. Lento, lerdo, incompetente. Um jogador que demandou um alto investimento por parte do Glorioso e que até o presente momento não correspondeu à confiança depositada nele.

Até Daniel Carvalho dá mostras de que seu bom futebol está de volta. Com menos incidências de contusões, quilos a menos e vontade a mais. Só Guilherme não reage. É desanimador vê-lo em campo.

Mas se não temos Guilherme, temos o empenho de Magno Alves. Veterano, mas com fôlego de garoto. Contamos ainda com a velocidade de ‘Messi’ Berola, do pequeno Bernard e os gols de André, que deve voltar à equipe no sábado, contra o Atlético GO, no Serra Dourada.

Fato é que as coisas, aos poucos, vão chegando ao seu devido lugar. O Galo, rodada a rodada, segue escalando a tabela de classificação, degrau a degrau. O primeiro passo foi a mudança de postura para, enfim, deixarmos a zona de rebaixamento para trás.

Que de agora em diante a equipe se comprometa em, pelo menos, batalhar, dar sangue em campo. Se a vitória não vier pela técnica, que venha pela vontade. “Lutar, lutar, lutar com toda nossa raça pra vencer...”

Saudações alvinegras!

Renata Silva

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

'A responsabilidade de vestir a camisa do Cruzeiro já é grande', diz goleiro Rafael

Substituir o goleiro titular absoluto do Cruzeiro é uma grande responsabilidade, certo? Para o jovem Rafael, isso é fato. E o jogador, que esteve em campo na partida dessa quarta-feira, contra o Figueirense, no estádio Lamegão, em Ipatinga, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro, ressalta que vestir a camisa do Cruzeiro já é uma grande responsabilidade.

“É lógico que a responsabilidade de substituir o Fábio é grande, mas a responsabilidade já é grande por vestir a camisa do Cruzeiro. A gente sabe que no futebol tem muita cobrança, todos os jogadores são muito cobrados. Por outro lado é bom, por saber que estou substituindo um goleiro que é da Seleção Brasileira”, disse Rafael.

Questionado sobre a pressão por substituir Fábio, Rafael diz que está ciente do que isso representa, e diz estar preparado para defender o gol cruzeirense da melhor maneira possível.

“Tem sempre o lado negativo e positivo. Já estou acostumado a essa pressão. O importante é entrar em campo e fazer o meu. O Fábio vai estar na Seleção e as pessoas têm que entender que quem vai estar no gol é o Rafael, e não o Fábio. Vou procurar fazer o melhor à minha maneira”.

Anselmo Ramon aponta ascensão da equipe e vislumbra a Libertadores

Revelado pelas divisões de base do Melhor Clube Brasileiro do Século XX, Anselmo Ramon espera uma evolução ainda maior do time estrelado no segundo turno da competição nacional. Segundo o jovem atacante, o grupo de jogadores do Cruzeiro é muito qualificado e sai ainda mais fortalecido após a vitória no clássico de domingo, por 2 x 1, sobre o Atlético-MG, em busca da vaga Libertadores de 2012.

“Parabéns a todo grupo. O grupo está fechado e hoje mostrou isso. Tomamos um gol e não desistimos, não desanimamos, corremos atrás e merecemos a vitória. Agora é pensar na equipe do Figueirense”, disse.

“Uma vitória desta em um clássico, sempre anima ainda mais o grupo e agora é sempre pensar em um algo mais, subir na tabela e pensar na Libertadores. O Cruzeiro está em sétimo lugar (sem considerarmos os resultados da rodada deste meio de semana), é time grande e tem que brigar pela ponta. Vamos voltar para o segundo turno e almejar lá em cima, onde o Cruzeiro merece estar”, completou ele.

Com informações do Site Oficial do Cruzeiro.

E?

E o Galo novamente perde para o nosso rival e, devo admitir, ex-freguês. Mais uma derrota que vem se tornando corriqueira.

Qual a novidade? O Galo perdeu? Para o time azul? Novidade nenhuma. Jogamos bem, mas novamente digo: de que adianta jogar bem e perder? Ser melhor que o adversário e não somar os três pontos tão necessários para quem se encontra em situação crítica? Não muda nada.

Enfim. Não é hora de gastar mais espaço para dissertar sobre os motivos que estão levando o Atlético ao fundo do poço. Acho que tudo ficou ainda mais explícito após a entrevista coletiva do presidente Alexandre Kalil na quinta-feira passada. Além de oficializar sua candidatura à reeleição, Kalil se mostrou tão apático quanto o time, sem aquele brilho nos olhos de quem ainda acredita na virada. Se o desânimo parte dele, como querer cobrar qualquer tipo de reação por parte do elenco?

A situação se agrava a cada jogo. Cito como exemplo reportagem publicada pelo site Superesportes, que mostra números assustadores.

O Galo foi da 13ª colocação no começo da 10ª rodada até a vice-lanterna no fechamento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro: a queda é a mais acentuada entre os times que disputam a competição.

Nas 10 últimas rodadas do Brasileirão, o time atleticano venceu apenas uma vez, empatou outra e sofreu oito derrotas.
Os quatro pontos ganhos em 30 disputados fazem também do Atlético a equipe que menos pontos somou nesse período, com aproveitamento pífio de 13,33%. O lanterna América conquistou sete pontos nas 10 últimas partidas disputadas.

Se o Galo segue em queda livre, adversários diretos na briga contra o rebaixamento sinalizam com reação na tabela.

O Avaí, 18º colocado, ganhou 13 pontos nas últimas 10 rodadas. O Atlético Paranaense, 17º, é dono da sétima melhor campanha nesse período, com 16 pontos ganhos, desempenho que fez o Furacão abandonar a lanterna.

Na zona de rebaixamento antes da 10ª rodada, o Atlético Goianiense também deu um salto na classificação. Com a terceira melhor campanha nos 10 últimos jogos, o time de Goiás somou 17 pontos e agora ocupa a 12ª posição, ganhando fôlego novo para o returno do campeonato.

Para sair do sufoco e evitar a queda para a Segunda Divisão, o Atlético, no returno, precisa somar 30 dos 57 pontos em disputa, um aproveitamento de 52,63%, o dobro do atual da equipe.

Os números não computam os jogos da rodada deste meio de semana do Campeonato Brasileiro.

Saudações alvinegras!

Renata Silva

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Experiente em clássicos, Joel Santana vive expectativa de estrear no maior duelo de Minas

Da Toca II
Diogo Finelli

Com larga experiência no futebol, o técnico Joel Santana já teve a oportunidade de participar de grandes clássicos do futebol brasileiro. No Rio de Janeiro, em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná. No próximo domingo, o treinador cruzeirense fará sua estreia no maior clássico do futebol mineiro.

“Isso uma hora ia acontecer. É uma semana diferente, é um jogo diferente, que tem história. Eu já disputei Ba-Vi, Internacional e Grêmio, Coritiba e Atlético-PR, Vasco e Flamengo, Flamengo e Fluminense, Corinthians e Palmeiras... E estava faltando aqui, mas chegou minha hora. Vai ser legal, com casa cheia, imprensa toda presente. Tomara que seja um bom jogo, que deixe o torcedor feliz. Essa é a nossa missão, é o nosso objetivo”, disse.

Questionado se venceu mais do que perdeu em clássicos, Joel diz que até perdeu as contas. “Não parei para pensar nisso. Gostaria que fosse positivo, mas não sei. Clássico é clássico. Independentemente do Cruzeiro estar bem e o Atlético-MG mal, na hora em que a bola rola, é uma história muito grande, que envolveu grandes treinadores e jogadores. É um jogo que temos que respeitar a todo momento. Vamos nos prepara bem, ver o que temos de melhor e colocar dentro de campo aquilo o que a a torcida está pedindo e querendo”.

O fato de participar de um jogo desse porte com a presença de apenas uma torcida (no domingo o mando de campo é do adversário) também deve ser novidade para o treinador. “Não me lembro disso. Pode até ter acontecido, mas não me lembro e olha que já joguei muitos clássicos por esse Brasil afora. Não tenho como te responder, mas vou ver nos meus arquivos, com os universitários (risos). As pessoas sabem mais da nossa vida do que nós mesmos. Mas vai ser legal, vai ser bacana”.

No entanto, Joel deixa claro a sua opinião sobre o clássico com uma só torcida. “Eu gostaria que as duas torcidas estivessem, com seus cantos e seu incentivos, presentes no estádio. Dividiria o estádio e colocaria as duas torcidas lá, mas não posso responder, porque não estava aqui quando houve essa decisão. Então, toda decisão eu respeito e já que vai ter só a torcida do Atlético-MG lá, vamos lá jogar”.

Sobre como fazer para motivar os jogadores, Joel Santana é bem direto, e diz que a importância da partida já é mais do que suficiente para motivar os atletas. “O clássico já é uma motivação, não preciso motivar mais. O jogador já sabe da responsabilidade, do interesse do jogo, não só aqui em Minas Gerais, mas em todo o Brasil. O Brasil todo vai acompanhar todos os clássicos que estarão acontecendo, porque vai acabar o primeiro turno e vamos ter uma média de 50% daquilo o que podemos fazer, onde podemos chegar, o que vamos precisar fazer no segundo turno para chegar naqueles quatro que vão para a Libertadores”.

Fonte: Site Oficial do Cruzeiro.

Matar ou morrer

O resultado do clássico de domingo será decisivo para a definição do destino atleticano na temporada 2011. A vitória pode impulsionar o time para a reabilitação na mesma proporção que a derrota pode desencadear uma crise sem precedentes nos bastidores do Clube.

Não sei se existe certo ou errado em uma situação dessas, mas confesso que torci para que o Galo não se classificasse à fase internacional da Copa Sul Americana na disputa com o Botafogo. Adoraria que tivéssemos um time forte o suficiente para disputar duas competições em alto nível, mas essa não é a nossa realidade. Pelo contrário.

A situação alvinegra se agrava a cada jogo. A equipe se empenha, o treinador mexe, muda técnica e taticamente, troca jogadores e nada surte efeito. Jogar bem e ainda assim perder. Uma torcida que já não sabe de onde tirar forças para incentivar um time que, já é sabido, não vai a lugar algum. E, dependendo do lugar, é melhor que não vá mesmo. O fantasma de um novo rebaixamento já nem assusta tanto, mas permanecer na série A, ainda que em posição insignificante já seria um alento.

A Massa já tentou apoiar, já protestou, já ameaçou, já lotou estádios, já deixou de ir aos jogos do Galo e nada se altera. Um time zumbi: acho que é nisso que o Atlético se transformou. Nenhuma reação. Nem nosso espalhafatoso presidente Alexandre Kalil tem esboçado qualquer reação. Soco na mesa, chute na porta, demissões, atitudes drásticas, entrevistas bombásticas. É, e foi o time que perdeu de 6 a 2 para o Corinthians em 2002 que se borrou, Kalil?

Pela frente temos um (temido, devo admitir) clássico. No domingo, às 18h, o Glorioso entra em campo contra nosso maior rival, que também não anda muito bem, mas que não deixa de ser um adversário ameaçador sempre.

Com a presença exclusiva da torcida atleticana, Cuca e seus comandados têm a missão de mostrar que ainda há esperança. Que alguém ali ainda tem sangue na veia e está disposto a lutar para honrar as cores do nosso Manto Sagrado. E que, mais do que isso, é hora da reação. O turno do Brasileirão se encerra e uma nova etapa está para começar: esperamos que seja de vitórias. Nada está perdido. Muitos times que terminaram a primeira etapa do Campeonato Brasileiro em posições críticas se reabilitaram no decorrer do returno.

Acredito que esta será a principal função da vitória no clássico. A força extra para batalhar pela salvação e, quem sabe, até almejar algo após nos garantirmos matematicamente na primeira divisão em 2012.

Em caso de derrota, é possível até imaginar o que pode acontecer. Um técnico demitido aqui, um jogador afastado acolá. Nada que nos faça rememorar os tempos em que a paixão, que tanto já comprometeu e complicou a vida do Galo, servia também para tirar o time do fundo do poço.

Independentemente, o que nos interessa é ver, durante os 90 minutos, 11 guerreiros em campo e aquele Galo que nos faz persistir no apoio, às vezes abalável, mas sempre incondicional: forte e vingador.

Saudações alvinegras!

Renata Silva 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Agora é oficial: Keirrison é do Cruzeiro

Atacante só poderá vestir a camisa celeste por causa de uma manobra de empréstimo triangular envolvendo Santos e Barcelona

Keirrison é do Cruzeiro. O atacante está em Santos, onde acerta detalhes da transferência para Minas Gerais.

O jogador somente poderá defender o time celeste por causa de uma manobra de empréstimo envolvendo Barcelona-Santos-Cruzeiro. Como a janela de transferências da Europa já foi encerrada, Keirrison não poderia ser emprestado à Raposa. Ele só jogará em Minas porque o time espanhol renovou o empréstimo com o Santos até o fim do ano. Assim, o Peixe repassará o jogador, sem custo nenhum. Segundo o diretor de comunicação do clube mineiro, Guilherme Mendes, a expectativa é que Keirrison seja apresentado hoje (quinta-feira).

Keirrison estava em má fase no Santos e, em muitas oportunidades, não figurava sequer no banco de reservas da equipe. Com a camisa do Peixe, o atacante fez dez gols em 32 jogos. Nem de longe, mostrou a qualidade dos tempos de Coritiba e também na passagem pelo Palmeiras.

Sem Wallyson, que se recupera de uma cirurgia reparadora de uma fratura no tornozelo esquerdo, e Thiago Ribeiro, que negocia sua transferência para o Cagliari, da Itália, Keirrison se torna a grande esperança de fazer o ataque celeste se tornar mais efetivo. O técnico Joel Santana ainda não confirmou, mas a dupla titular deverá ser formada por Keirrison e Wellington Paulista. Além deles, o Cruzeiro ainda conta com Ortigoza, Anselmo Ramon, Reis e Sebá para o setor.

Os detalhes do contrato serão conhecidos apenas no dia da apresentação. Como Keirrison chegou ontem para fará exames médicos, ele não terá condições de defender o Cruzeiro na rodada do fim de semana, quando o time enfrentará o Ceará, no Parque do Sabiá, em Uberlândia.

Juan Figger oferece o atacante Bobô, revelado pelo Corinthians, ao Cruzeiro

Jogador, que teve boa passagem pelo Besiktas, da Turquia, está sem clube

A renovação do ataque do Cruzeiro parece não ter chegado ao fim. Outra novidade pode se confirmar na Raposa. O atacante Bobô, revelado pelo Corinthians e com passagem marcante pelo Besiktas, da Turquia, foi oferecido ao clube. Assim como Thiago Ribeiro, ele é empresariado por Juan Figger, que tenta acertar a transferência do jogador para o clube mineiro.

Bobô ficou entre 2006 e junho de 2011 ligado ao Besiktas, da Turquia e está sem clube desde então. O atacante chegou a negociar com o Sporting, de Lisboa, mas não chegou a um acordo. Como a negociação de Thiago Ribeiro com os italianos é dada como certa, a diretoria celeste ainda não deu uma resposta a Juan Figger sobre Bobô.

Apesar de o atacante ter jogado pela última vez no futebol europeu, pode acertar com o Cruzeiro, já que atualmente não tem vínculo com clube algum.

Com informações do Globoesporte.com.

Palmeiras confirma empréstimo do volante Pierre ao Galo

Jogador é aprovado em exames médicos e fica no Galo até o fim do ano. Verdão não descarta envolver jogador da equipe mineira na negociação

O volante Pierre confirmou na manhã dessa quarta-feira a sua transferência para o Atlético, por empréstimo até o fim do ano. O jogador do Palmeiras já realizou exames médicos e será apresentado oficialmente ainda nesta semana. A princípio, nenhum atleta do Galo será envolvido na negociação, mas a diretoria alviverde não descarta estudar nomes: o atacante Ricardo Bueno é o preferido. A chegada de Pierre foi um pedido do técnico Cuca.

- Liberamos o Pierre porque entendemos que ele precisa jogar, e aqui não teria espaço neste momento. É o mais justo a se fazer com o jogador, até pela bela história que tem aqui. O técnico do Atlético gosta dele e creio que vai aproveitá-lo muito bem – afirmou o vice-presidente Roberto Frizzo.

Pierre era a última opção do técnico Luiz Felipe Scolari para o meio-campo. Apesar de ter uma história com 199 jogos pelo clube, Pierre é considerado um jogador de muita garra, mas com pouca utilidade para o atual sistema de jogo de Felipão. Além dos titulares Márcio Araújo e Marcos Assunção, o técnico conta com Chico, mais alto, e João Vitor, mais habilidoso.

O volante tem contrato com o Palmeiras até dezembro de 2012, e deve voltar ao fim do empréstimo com o Galo. A diretoria alviverde gosta do jogador e quer que ele complete o jogo número 200 pelo clube.

- Ele vai completar essa marca pelo Palmeiras, sim. Espero que tenha uma grande passagem pelo Atlético e volte muito bem – disse Roberto Frizzo.

Atlético traz de volta ao clube o preparador físico Carlinhos Neves

Atualmente na Seleção Brasileira, Neves tem passagem pelo Galo

O Atlético acertou a contratação do preparador físico Carlinhos Neves, que já trabalhou no clube integrando a comissão técnica de Levir Culpi em 2001 e 2002. O novo 'reforço' já começou a trabalhar no Galo nessa quarta-feira, quando o time comandado por Cuca enfrentou o líder Corinthians, em Ipatinga, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Em entrevista ao site oficial do Atlético-MG, o preparador físico falou do retorno ao clube, uma década depois.

- Fico feliz por voltar ao Atlético dez anos depois, com a certeza de que o clube tem uma estrutura muito mais forte, uma direção séria e, acima de tudo, a mesma torcida apaixonada.

Carlinhos Neves teve passagens por grandes clubes brasileiros. Em junho de 2010 foi convocado para trabalhar na Seleção Brasileira, como preparador físico principal, ao lado do técnico Mano Menezes.

Com informações do Globoesporte.com.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Aceita-se devolução

“Tudo estava igual como era antes. Quase nada se modificou. Acho que só eu mesmo mudei. E voltei. Eu voltei!...”, Roberto Carlos, em “O Portão”
(especialmente à dona Elaine e minha mamãe Vilma)


O bom filho à casa torna. Não era o reforço esperado para o ataque, mas Wellington Paulista está de volta aos domínios celestes. E em boa hora. O Cruzeiro acaba de perder Wallyson para o restante do Campeonato Brasileiro, contundido. O jogador já foi operado, passa bem, mas só retorna aos gramados em 2012.

Além disso, nossos homens de frente não têm sido muito competentes em suas missões. Thiago Ribeiro, que está recuperado de uma lesão, o próprio Wallyson, Anselmo Ramon, Ortigoza, Reis, Sebá e Brandão, já repassado ao Grêmio, se alternaram no ataque. Nenhum agradou.

As estatísticas apontam ainda para uma queda acentuada na média de gols do Cruzeiro na ‘era Joel Santana’ em relação aos trabalhos de Adilson Batista (1,90) e Cuca (1,98). Desde que o treinador carioca assumiu o comando técnico, em 19 de junho, dez partidas foram realizadas e apenas 13 gols foram marcados, com aproveitamento de 1,3 por compromisso.

Se Wellington Paulista vai ser a solução do problema do ataque estrelado? Pode até ser, apesar de os números não serem muito favoráveis.

O atacante esteve no Palmeiras durante quatro meses. Foram dez partidas disputadas e nenhum gol marcado. Antes da negociação, Wellington havia entrado em campo outras doze vezes pelo time azul e balançou as redes três vezes durante o Campeonato Mineiro nos jogos contra Caldense, Atlético e Funorte.

Apesar do aproveitamento não muito animador na atual temporada, WP fez muitos gols com a camisa do Cruzeiro. Em dois anos e quatro meses, foram 47 gols em 103 jogos. A média de 0,45 gol por apresentação o coloca como décimo maior goleador dos últimos anos no clube.

Em seu retorno das “férias em São Paulo”, como ele mesmo disse, Wellington Paulista mostrou-se bastante motivado para voltar a vestir o manto celeste. Joel Santana também ficou satisfeito pela reintegração do jogador, que já deve começar como titular a partida do próximo domingo, contra o Avaí, no Parque do Sabiá.

WP terá a chance de reviver a parceria com Thiago Ribeiro, que também volta ao time. Que dessa parceria, possa surgir outra que faz a alegria da China Azul: a parceria do ataque cruzeirense com as redes adversárias. Caso contrário, “Papai Joel” pode se preparar para uma provável troca de treinador.

Cheers!

Fabinho Cunha

E lá se foi mais um.

Dorival pulou do barco, ou melhor, foi convidado a se retirar do barco antes que ele começasse a afundar. O novo comandante vem diretamente do bote do nosso rival.

Eu sabia que Dorival não duraria muito tempo no Galo. Tanto que antecipei, na semana passada, que a Massa já havia esgotado seu estoque de paciência com o treinador, com suas invenções, sua teimosia e incoerência.
Derrota em casa para o Figueirense, e lá se vai mais um técnico. Que eu me lembre, o que mais tempo durou no comando do Glorioso nos últimos anos.
Não classificaria como ruim ou fracassada a passagem de Dorival Júnior pelo Atlético. Nem diria que não deu certo. Deu sim. Ele chegou para salvar o time do rebaixamento no ano passado e assim fez. A tragédia foi evitada. Com relação às campanhas nas demais competições, ele fez basicamente o que todos os outros comandantes fizeram. Enfim, Dorival é passado.
O presente, no entanto, me parece tão assustador quanto esse passado. Sim. O novo técnico é ninguém mais, ninguém menos que Cuca. Aquele mesmo que há menos de dois meses era o treinador do nosso rival. Aquele que conquistou o Campeonato Mineiro contra o Galo há três meses. Preocupante. Mas se Alexandre Kalil e os demais dirigentes quiseram que fosse assim, que seja então.
Se vai dar certo? Acredito que sim. Vai levar o Atlético ao título nacional? Não. À Libertadores? Quem sabe. Sul Americana? É obrigação. A vaga, não a conquista da competição, que, por mais que valha a chance de ir ao maior torneio de clubes do continente, ainda não me atrai. Penso que é só mais uma forma de desviar o foco de quem deve estar ligado para se recuperar no Brasileirão.
Cuca chega com uma missão razoável. Não difícil. O fantasma da série B ainda não assombra. Temos tempo e time para fugirmos de qualquer risco. Creio que o maior desafio de qualquer novo comandante que chegue ao Alvinegro é saber lidar com o amadorismo que impera no Clube. Faltam noções de administração, gestão de uma entidade com milhões de ‘cliente’ bastante insatisfeitos com a produtividade.
Aposto que qualquer técnico do Brasil gostaria de enfrentar a missão de reerguer o Galo. E de ter em mãos um elenco recheado de estrelas. Leonardo Silva, Réver, Dudu Cearense, Daniel Carvalho, André, Guilherme, entre outros. Resta saber como Cuca irá reagir diante dessa fartura de nomes e deficiência de qualidade. A missão não é tão complicada quanto parece. Ainda há tempo. Só a mudança no comando deverá, pelo menos a curto prazo, trazer os resultados esperados. Que assim seja.
Saudações alvinegras!

Renata Silva

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Volta, Perrella!!!

PC Almeida *

Existe hoje um movimento que cresce a cada má atuação do Cruzeiro. São os #ForaPerrella, que adoram invadir twitter, Facebook e toda a Blogosfera Celeste com todo o poder que uma hashtag possui no Top Tred do Brasil.

Mas vejam que o título desse post contrariou a tudo o que esses manifestantes desejam e eu trato logo de me explicar, antes que me rotulem como “perrellista” ou vendido:

Eu tenho sinceras saudades do Zezé Perrella. Não do atual presidente que, aliás, anda sumidão, não dá as caras na imprensa há tempos e nem manda recado. Estou com saudades daquele Zezé Perrella de 1995 que assumiu o Cruzeiro com muita vontade de trabalhar e marcar o seu nome na história do clube.

Aquele Zezé Perrella montou grandes times. Não investia tanto, mas sempre estava de olho em alguma revelação, algum bom jogador que surgisse nos times médios. Adorava vender nossos talentos, é verdade. Mas sempre repunha à altura. Em 95 mesmo iniciou um trabalho de reestruturação do departamento de futebol, contratou novos jogadores e profissionais de bastidores para montar um time que foi o embrião daquele que ganhou a Copa do Brasil em 96 e a Libertadores em 97.

Não venceu o Mundial, é verdade. O Cruzeiro foi à Tóquio com o time enxertado com Bebeto, Donizete e Gonçalves e naufragou. Culpa dele sim, com toda certeza. Mas aquele Zezé Perrella pecava pelo excesso, não pela omissão, como o Zezé Perrella versão 2011.

O Zezé Perrella de hoje está aquartelado nas suas glórias pretéritas, suas conquistas e revelações de anos passados. Ele julga ter crédito o suficiente para fazer a bobagem que quiser, pois está deitado em berço esplêndido. Sua contribuição ao Cruzeiro é inegável, amigos. Não podemos jamais nos esquecer disso. Mas ele dá sinais de que o poder lhe cegou mortalmente.

No fim do ano, haverá novas eleições para a presidência do Cruzeiro. Se o Zezé Perrella se candidatar novamente, será eleito. O Conselho do Cruzeiro é o seu curral eleitoral preferido. São todos fãs inequívocos do Zezé Perrella.

O Cruzeiro não pode ter no comando do seu futebol um terço de presidente, um terço de Senador e um terço de empresário. Precisamos de alguém com foco para trabalhar pelo Cruzeiro da maneira que o Cruzeiro merece: com o coração e o tesão de ver o Clube no lugar que ele próprio conquistou: o topo.

Se o Perrella não quiser voltar a ser o bom e velho Perrella, que saia logo e ceda o seu lugar. E como sabemos que aquele Perrella está morto, ou por outra, vive apenas na galeria de presidentes do Cruzeiro, só podemos dizer uma coisa:

FORA, PERRELLA!!!
Não aguentamos mais tamanha omissão. O Cruzeiro precisa pensar grande, pelo gigante que é.

Saudações Celestes!!!

* PC Almeida é amigo, Bloguerreiro dos gramados no GloboEsporte.com e tem total apoio nas palavras acima deste colunista.
http://globoesporte.globo.com/pcalmeida/

Professor Pardal

Quando pensava que nada mais de preocupante poderia acontecer ao Atlético, eis que Dorival tem um surto de Professor Pardal, inventa na escalação do time, no esquema tático e o resultado: mais uma derrota.

A Massa que me perdoe, mas impossível não ter um momento corneta ao se analisar o trabalho do técnico Dorival Júnior frente ao Galo. Ele é um bom treinador, creio que teve suas vontades atendidas pela diretoria atleticana, que dá a Dorival a oportunidade de trabalhar com um grupo numeroso de atletas e com jogadores renomados, caros e que deveriam, em conjunto com a Comissão Técnica, fazer do Glorioso uma equipe vencedora, pelo menos na teoria. Na prática é bem diferente.
O que dizer quando, diante dos maus resultados, a imprensa busca uma justificativa e o técnico argumenta dizendo que não consegue repetir o time e, no entanto, quando tem a oportunidade de fazê-lo (como foi o caso no jogo de sábado passado contra o Palmeiras), muda tudo: jogadores, esquema tático e o que mais for possível?! E, para piorar a situação, o time volta a perder. Jogando razoavelmente bem, é verdade. Mas perdeu. Antes tivesse vencido jogando como um time de várzea.
Sou eternamente grata a Doriva Júnior por ter impedido a tragédia do segundo rebaixamento atleticano no Campeonato Brasileiro do ano passado. Até não considero que o trabalho feito até agora seja ruim, mas é desnecessária e dispensável tanta invenção quando as coisas vêm se complicado rodada a rodada.
No próximo mês, Dorival completa um ano de Galo (se chegar até lá). Foram até agora – desconsiderando a partida de ontem contra o Grêmio – 50 jogos, 25 vitórias, 10 empates e 15 derrotas. Bons números, que ficarão melhores se o Alvinegro obtiver uma certa regularidade nas competições que disputa.
Creio que a torcida é realista o suficiente para saber que não temos chances de título. Batalhemos então por uma vaga na Taça Libertadores da América, na Copa Sul Americana ou, na pior das hipóteses, para escaparmos o quanto antes de qualquer possibilidade matemática de descenso.
Apesar de tudo, Dorival tem crédito ainda e depende apenas de si próprio para melhorar sua imagem e a de sua equipe perante uma torcida que tem cada vez menos paciência para tropeços ocasionados por displicência de quem quer que seja.
Saudações alvinegras.

Renata Silva

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Goleiro Fábio fala da marca de 400 jogos pelo Cruzeiro

Titular absoluto do Cruzeiro nos últimos anos, o goleiro Fábio completou 400 jogos oficiais com a camisa estrelada ontem, contra o Atlético-GO, no estádio Serra Dourada, em Goiânia, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O camisa 1, que também é o capitão do time, já é o segundo goleiro que mais vezes defendeu o Melhor Clube Brasileiro do Século XX, atrás apenas de Raul, que atuou 557 vezes. A marca de 400 jogos motiva ainda mais Fábio para a sequência do trabalho no Cruzeiro e no Campeonato Brasileiro.

“Uma marca maravilhosa que Deus está me proporcionando. Fazer 400 jogos dentro de uma equipe como o Cruzeiro onde já passaram excelentes profissionais, grandes jogadores que também estão na história do Cruzeiro. Mais uma marca alcançada. Estando feliz, o trabalho tende só a melhorar”.

Antes de assumir a titularidade do gol cruzeirense, Fábio foi reserva da equipe e ainda deixou a Toca da Raposa para defender o Vasco da Gama. Agora, uma referência para a Torcida azul, o goleiro espera cumprir o contrato com o Clube, que foi renovado até 2016, e fazer ainda mais história no Cruzeiro.

“Você pensa sempre em cumprir o contrato. Cheguei transferido de uma outra equipe, tive um começo muito bom, surgi no cenário nacional e tive a oportunidade dentro do profissional da seleção. E quando cheguei o pensamento era de ficar muito tempo, por tudo que o Cruzeiro é, pela estrutura que tem. Fiz de tudo para que o negócio acontecesse. Quando assinei o contrato meu desejo era de permanecer ate o final . Graças a Deus tive outros contratos em vigor e o pensamento é de cumprir até 2016, dando o máximo dentro dos jogos, buscando sempre os títulos, para que esteja sempre dando alegria ao torcedor e ficando mais ainda dentro da história do clube”.

Atingindo a marca de 400 jogos com a camisa azul, você pensa em se tornar o jogador que mais vezes atuou pelo Cruzeiro (Zé Carlos, com 632 partidas, foi o atleta que mais defendeu a equipe cruzeirense)?

“Bom, tenho um contrato em vigor e, se Deus permitir, e eu merecer dentro de campo, a cada jogo, me empenhando e me dedicando nos treinamentos, honrando a camisa do Cruzeiro, vai ser gratificante. Ter essa história numa grande equipe de futebol mundial, ficar marcado para os meus filhos, meus netos, para todas as gerações de torcedores do Cruzeiro. Então, se Deus permitir, as coisas vão acontecer da melhor forma possível”.

Fonte: Site Oficial do Cruzeiro

Círculo vicioso

Qual é a novidade da vez no Galo? Um time sem qualidade, sem vibração, sem futebol. Um treinador que não cansa de inventar e uma diretoria omissa, que persiste nos mesmos velhos erros.

Devo confessar que aguardo ansiosamente pelo dia em que, ao ler esta coluna, você, caro torcedor atleticano, irá se deparar com um texto alegre, de satisfação e terá motivos para se orgulhar de pertencer à Massa. Há muito não sabemos o que é ter orgulho do nosso time.
Nem vale repetir qual o processo de decadência atleticano. Já o citei inúmeras vezes. Pior que ver o círculo vicioso que tem sido a campanha do Galo nas competições que participa, é ver a diretoria insistir em erros grosseiros.
O primeiro deles é o famoso “morrer abraçado com o treinador”. Não acredito que o técnico seja o único culpado, mas “é mais fácil demitir um do que 30”. É quase cientificamente comprovado que mudança no comando surte efeito, mesmo que seja apenas imediato. Na situação em que o Atlético se encontra, qualquer três pontinhos conquistados podem ser a salvação.
Outro erro reincidente da diretoria alvinegra nos momentos de desespero: contratações caras e erradas. O tal do André, atacante. Pode dar certo. Mas aposto que não renderá nada no Galo. Não que esteja agourando o jogador, mas como ele, temos vários outros. Não com a mesma qualidade, mas com o mesmo estilo. Se era pra contratar atacante, que fosse um centroavante trombador. Não tem no mercado? Melhor ficar com o que temos e não gastar o pouco dinheiro do clube com quem não dará o retorno esperado.
Mais uma vez o Galo vai se degradando, se despedaçando pelo caminho. Não tenho esperança de que a situação melhore. Pelo menos se a inércia continuar dominando. Atitudes drásticas são necessárias. O quanto antes. Deixar para reverter a situação crítica quando nos restarem chances remotas além de arriscado, é torturante para uma torcida que não se cansa de ser maltratada, de ter motivos para se envergonhar, e ainda assim permanece fiel e apoiando uma equipe que não merece tanta dedicação e amor.
Saudações alvinegras!

Renata Silva